
.F E V E R R A Y.
Pouco tempo se passou desde que o albúm homônimo da Fever Ray foi lançado, no início de 2009. Mas já é possível dizer que ele ocupa algum lugar de destaque na lista dos albúms que terão marcado os anos 2000, em um futuro distante. O albúm, que conseguiu o posto de segundo melhor álbum de 2009, segundo o jornal inglês The Guardian, foi o resultado do trabalho solo da sueca Karin Dreijer Anderson, irmã de Olof Dreijer, com quem faz o dueto The Knife. Se na dupla com o irmão, eles usam máscaras de corvo (como uma forma de tirar toda a atenção de si mesmos e focalizar apenas na música), em Fever Ray, ela incorpora uma personagem ainda indefinida, que vaga entre as matizes do desespero, da tensão e da atmosfera marcada por ritmos hora delimitados, hora vagos, mas sempre com uma atmosfera que surgere que a música criada não é feita por seres humanos. Há quem diga que Fever Ray é exatamente igual ao seu trabalho em dupla. Há quem diga que a essência é diferente de tudo que já se ouviu. O fato é que Fever Ray funciona porque a própria imagem criada nesse personagem é um marketing viral, que seduz os ouvintes pelo fato de nunca conseguir entenderem até onde pode-se chegar com as suas músicas, que vão se revelando, uma a uma, o insustentável desespero do ser.
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http://sharebee.com/95c43600
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